O Terapeuta da Fala é um técnico especializado que atua na prevenção, avaliação, intervenção e estudo científico das perturbações da comunicação humana, sendo que envolve as funções associadas à compreensão e expressão da linguagem oral e escrita, mas também outras formas de comunicação não verbal. Em suma, trata-se de uma profissão que abrange diversas faixas etárias sendo indicada em indivíduos de todas as idades – em bebés, crianças, jovens, adultos e idosos ao nível da comunicação, linguagem oral, linguagem escrita, articulação verbal, fluência, voz, deglutição e motricidade oro-facial. (ASHA, 2007).

Assim sendo, uma das patologias em que a intervenção do Terapeuta da Fala é extremamente benéfica é em utentes que sofreram AVC (Acidente Vascular Cerebral), sendo que este se caracteriza por um défice neurológico permanente ou transitório, decorrente da interrupção do aporte sanguíneo, por obstrução (AVC isquémico) ou por rutura dos vasos sanguíneos (AVC Hemorrágico) (Barros, Flávio & Furkim, 2006).

Aquando desta patologia e, dependendo do tipo e localização da lesão, podem surgir diversas alterações, em áreas diferentes, tais como:

– linguagem (afasia), 

– défices motores ao nível da fala (disartria) e/ou

– da deglutição (disfagia).

 Perante tais dificuldades deverá ser encaminhado e o Terapeuta da Fala é responsável pela respetiva avaliação, dando extrema importância à sua capacidade de comunicação e, mesmo perante as capacidades perdidas, a mesma, deve ser adaptada a fim de promover funcionalidade nas rotinas do seu dia-a-dia. Para tal, deverão ser tidos em consideração os hábitos de cada indivíduo e colaborar constantemente com a família ou responsável formal, a fim de darem continuidade ao trabalho desenvolvido.

 Para além da identificação das dificuldades, ao nível da comunicação global e da linguagem deverão ser considerados a mobilidade nos músculos envolvidos na fala e da deglutição, sendo que, uma vez mais, será elaborado um plano de intervenção, adaptado a cada pessoa e às suas necessidades, tendo em conta os objetivos e as expectativas da pessoa e do terapeuta. 

Como anteriormente referido, os familiares têm um papel fundamental no acompanhamento dos utentes que sofreram AVC e, é primordial nestes casos, o ensino de técnicas e estratégias facilitadoras da comunicação, em casos de afasias ou disartrias. E, no caso de disfagias, o ensino manobras facilitadores da deglutição, assim como, se necessário, adaptação da consistência dos alimentos a fim de potenciar uma melhor qualidade de vida da pessoa

Artigo por: Stéphanie Costa – Terapeuta da Fala

O Terapeuta da Fala é um técnico especializado que atua na prevenção, avaliação, intervenção e estudo científico das perturbações da comunicação humana, sendo que envolve as funções associadas à compreensão e expressão da linguagem oral e escrita, mas também outras formas de comunicação não verbal. Em suma, trata-se de uma profissão que abrange diversas faixas etárias sendo indicada em indivíduos de todas as idades – em bebés, crianças, jovens, adultos e idosos ao nível da comunicação, linguagem oral, linguagem escrita, articulação verbal, fluência, voz, deglutição e motricidade oro-facial. (ASHA, 2007).

Assim sendo, uma das patologias em que a intervenção do Terapeuta da Fala é extremamente benéfica é em utentes que sofreram AVC (Acidente Vascular Cerebral), sendo que este se caracteriza por um défice neurológico permanente ou transitório, decorrente da interrupção do aporte sanguíneo, por obstrução (AVC isquémico) ou por rutura dos vasos sanguíneos (AVC Hemorrágico) (Barros, Flávio & Furkim, 2006).

Aquando desta patologia e, dependendo do tipo e localização da lesão, podem surgir diversas alterações, em áreas diferentes, tais como:

– linguagem (afasia), 

– défices motores ao nível da fala (disartria) e/ou

– da deglutição (disfagia).

 Perante tais dificuldades deverá ser encaminhado e o Terapeuta da Fala é responsável pela respetiva avaliação, dando extrema importância à sua capacidade de comunicação e, mesmo perante as capacidades perdidas, a mesma, deve ser adaptada a fim de promover funcionalidade nas rotinas do seu dia-a-dia. Para tal, deverão ser tidos em consideração os hábitos de cada indivíduo e colaborar constantemente com a família ou responsável formal, a fim de darem continuidade ao trabalho desenvolvido.

 Para além da identificação das dificuldades, ao nível da comunicação global e da linguagem deverão ser considerados a mobilidade nos músculos envolvidos na fala e da deglutição, sendo que, uma vez mais, será elaborado um plano de intervenção, adaptado a cada pessoa e às suas necessidades, tendo em conta os objetivos e as expectativas da pessoa e do terapeuta. 

Como anteriormente referido, os familiares têm um papel fundamental no acompanhamento dos utentes que sofreram AVC e, é primordial nestes casos, o ensino de técnicas e estratégias facilitadoras da comunicação, em casos de afasias ou disartrias. E, no caso de disfagias, o ensino manobras facilitadores da deglutição, assim como, se necessário, adaptação da consistência dos alimentos a fim de potenciar uma melhor qualidade de vida da pessoa

Artigo por: Stéphanie Costa – Terapeuta da Fala

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