As nossas crianças começam a desenvolver a coordenação e motricidade desde que nascem. No entanto, ainda têm que percorrer um longo e importante caminho até chegarem especificidade da motricidade fina, e mais concretamente à pega e preensão do lápis.

Para que a criança desenvolva harmoniosamente a sua motricidade fina, deverá ter oportunidades para desenvolver fatores psicomotores mais globais. É necessário, primeiramente, desenvolver a força muscular do corpo, evoluindo para o braço, até chegar à mão, para que seja capaz de pegar no objeto e transportá-lo. Igualmente importante são a noção corporal, organização espacial e a coordenação óculo-manual. Estas competências deverão estar bem desenvolvidas para que a criança seja capaz de realizar com sucesso movimentos precisos e organizados.

A criança deverá ser estimulada ao nível da motricidade fina, com atividades como o manusear plasticina, desenhar, pintar, rasgar (entre outras), havendo deste modo uma maior preparação para a escrita.

Por volta do ano e meio a criança realiza a preensão palmar, ou seja, utiliza toda a mão para pegar no objeto e usa o ombro e o braço para mover a mão.

Entre os 2 e os 3 anos, esta evolui para uma preensão digital, onde os dedos são a principal ferramenta de suporte, o ombro começa a ficar mais estável e a criança começa a dar maior uso ao cotovelo e antebraço.

Aproximadamente aos 4 anos, a criança desenvolve uma pega quadrípode, pois utiliza 4 dedos para pegar e manusear o objeto. Aqui o pulso está mais fortalecido e já não necessita de movimentar tanto o ombro e o cotovelo.

A última fase da pega, desenvolvida entre os 5 e os 6 anos, é a pega tripoide, onde são utilizados 3 dedos. O indicador e polegar em forma de pinça e o dedo médio serve de suporte para movimentos mais dinâmicos. Esta pega vai sendo aperfeiçoada no primeiro ano da escola primária.

Nem todas as crianças desenvolvem autonomamente a pega tripoide, utilizando por vezes uma pega intermédia, entre a pega quadrípode e a tripoide. Contudo, esta questão nem sempre é razão para preocupação. Cada criança é única e deverá utilizar a pega que para si for mais adequada!

 

Quando me devo preocupar?

Quando a criança já está em fase de escrita e utiliza uma pega desajustada, ou seja, quando:

  • A letra é desorganizada (mistura de letras grandes e pequenas);
  • Faz muita pressão no lápis e a letra fica carregada e difícil de apagar;
  • O movimento realizado é desadequado, movimentando ainda o braço todo para escrever;
  • Apresenta uma postura incorreta e tensa.

Nem sempre estas situações estão exclusivamente associadas à pega, havendo, por vezes, necessidade de estimular outras competências importantes para o fortalecimento da pega e precisão da escrita.

 

Bárbara Santos – Psicomotricista

As nossas crianças começam a desenvolver a coordenação e motricidade desde que nascem. No entanto, ainda têm que percorrer um longo e importante caminho até chegarem especificidade da motricidade fina, e mais concretamente à pega e preensão do lápis.

Para que a criança desenvolva harmoniosamente a sua motricidade fina, deverá ter oportunidades para desenvolver fatores psicomotores mais globais. É necessário, primeiramente, desenvolver a força muscular do corpo, evoluindo para o braço, até chegar à mão, para que seja capaz de pegar no objeto e transportá-lo. Igualmente importante são a noção corporal, organização espacial e a coordenação óculo-manual. Estas competências deverão estar bem desenvolvidas para que a criança seja capaz de realizar com sucesso movimentos precisos e organizados.

A criança deverá ser estimulada ao nível da motricidade fina, com atividades como o manusear plasticina, desenhar, pintar, rasgar (entre outras), havendo deste modo uma maior preparação para a escrita.

Por volta do ano e meio a criança realiza a preensão palmar, ou seja, utiliza toda a mão para pegar no objeto e usa o ombro e o braço para mover a mão.

Entre os 2 e os 3 anos, esta evolui para uma preensão digital, onde os dedos são a principal ferramenta de suporte, o ombro começa a ficar mais estável e a criança começa a dar maior uso ao cotovelo e antebraço.

Aproximadamente aos 4 anos, a criança desenvolve uma pega quadrípode, pois utiliza 4 dedos para pegar e manusear o objeto. Aqui o pulso está mais fortalecido e já não necessita de movimentar tanto o ombro e o cotovelo.

A última fase da pega, desenvolvida entre os 5 e os 6 anos, é a pega tripoide, onde são utilizados 3 dedos. O indicador e polegar em forma de pinça e o dedo médio serve de suporte para movimentos mais dinâmicos. Esta pega vai sendo aperfeiçoada no primeiro ano da escola primária.

Nem todas as crianças desenvolvem autonomamente a pega tripoide, utilizando por vezes uma pega intermédia, entre a pega quadrípode e a tripoide. Contudo, esta questão nem sempre é razão para preocupação. Cada criança é única e deverá utilizar a pega que para si for mais adequada!

 

Quando me devo preocupar?

Quando a criança já está em fase de escrita e utiliza uma pega desajustada, ou seja, quando:

  • A letra é desorganizada (mistura de letras grandes e pequenas);
  • Faz muita pressão no lápis e a letra fica carregada e difícil de apagar;
  • O movimento realizado é desadequado, movimentando ainda o braço todo para escrever;
  • Apresenta uma postura incorreta e tensa.

Nem sempre estas situações estão exclusivamente associadas à pega, havendo, por vezes, necessidade de estimular outras competências importantes para o fortalecimento da pega e precisão da escrita.

 

Bárbara Santos – Psicomotricista

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