Milhares de crianças regressaram à escola para darem início ao novo ano letivo. Para muitas, a sala de aula será um espaço completamente novo e, para tantas outras, partilhar o recreio e tempo de intervalo com alunos mais velhos fará também parte da sua rotina. É no contexto escolar que acontecem, de forma mais profunda, as interações sociais entre as crianças e os jovens, que lhes permitem a criação de laços de amizade. Contudo, é também neste contexto que podem surgir interações significativamente negativas e conflituosas, onde a violência e a discriminação podem estar presentes, culminando na difícil e receosa adaptação ao meio escolar. Muita informação existe relativamente aos perfis das vítimas e dos agressores, e de como prevenir o surgimento desta prática. Todavia, pouco é divulgado sobre o impacto para as famílias e para as testemunhas desta violência. 

Para além das vítimas, também as testemunhas vivenciam de perto o Bullying. Os/as apoiantes, seguidores/as ou apenas espetadores normalmente são crianças ou jovens que assistem aos episódios de provocação ou agressão e tomam diferentes atitudes mediante os seus medos, aspirações ou frustrações. Por norma, perfilam-se por serem jovens inseguros, com pouca capacidade de emancipação e afirmação. Podemos estar perante jovens que vivem em ambientes familiares superprotegidos, onde desenvolvem poucas competências para resolverem conflitos próprios ou, por outro lado, são também jovens que vivem em contextos sociais em que não são considerados ou valorizados, procurando assim protagonismo junto do líder (o bully/agressor/a) ou do grupo, que o passam a valorizar. Estes grupos e subgrupos de jovens encontram-se regularmente envolvidos nos casos de Bullying. Já os observadores evitam ativamente o envolvimento nestas situações, com medo de tornarem-se vítimas, não intervindo nem denunciando, gerando isto sentimentos de culpa e vergonha. Já o/a defensor/a tem uma posição de proteção quanto à vítima. 

Assim como existem consequências para as vítimas e para os agressores, também estas testemunhas experienciam as mesmas, consoante a sua intervenção (ou falta dela) nas situações de violência. A testemunha que assume o papel de observador/a, tende a sentir culpa e vergonha, que mais tarde pode evoluir para isolamento e depressão, evitando a observação de situações que gerem agressões ou humilhação, e que na vida adulta pode originar o evitamento de situação conflituosas. Nos seguidores e apoiantes, o sentimento de culpa não é tão notório, mas há casos em que os jovens se arrependem dos seus atos, tanto a nível físico como a nível moral. Assim, é importante estar atento aos sinais que as testemunhas também podem revelar e, especialmente, apelar ao seu contributo para o término dos casos de violência. 

Em termos familiares, o Bullying pode resultar em sentimentos de impotência, culpa e falhanço por partes dos pais das crianças que são vítimas, devido ao pouco controlo que têm da situação e, por vezes, até desconhecimento. Devido também à elevada preocupação que têm sobre o futuro dos seus filhos e das decisões que deverão tomar face à situação em que os mesmos se encontram, geram-se quadros de grande stress, ansiedade, e até depressão. Outros pais podem sentir-se muito zangados e até obsessivos devido aos pensamentos constantes sobre o bem-estar do seu filho na escola, podendo estas emoções refletir-se para comportamentos de sobre proteção. Dadas estas consequências, também os membros familiares das vítimas devem procurar ajuda e assegurarem-se que se mantêm saudáveis para ajudarem as suas crianças.

Milhares de crianças regressaram à escola para darem início ao novo ano letivo. Para muitas, a sala de aula será um espaço completamente novo e, para tantas outras, partilhar o recreio e tempo de intervalo com alunos mais velhos fará também parte da sua rotina. É no contexto escolar que acontecem, de forma mais profunda, as interações sociais entre as crianças e os jovens, que lhes permitem a criação de laços de amizade. Contudo, é também neste contexto que podem surgir interações significativamente negativas e conflituosas, onde a violência e a discriminação podem estar presentes, culminando na difícil e receosa adaptação ao meio escolar. Muita informação existe relativamente aos perfis das vítimas e dos agressores, e de como prevenir o surgimento desta prática. Todavia, pouco é divulgado sobre o impacto para as famílias e para as testemunhas desta violência. 

Para além das vítimas, também as testemunhas vivenciam de perto o Bullying. Os/as apoiantes, seguidores/as ou apenas espetadores normalmente são crianças ou jovens que assistem aos episódios de provocação ou agressão e tomam diferentes atitudes mediante os seus medos, aspirações ou frustrações. Por norma, perfilam-se por serem jovens inseguros, com pouca capacidade de emancipação e afirmação. Podemos estar perante jovens que vivem em ambientes familiares superprotegidos, onde desenvolvem poucas competências para resolverem conflitos próprios ou, por outro lado, são também jovens que vivem em contextos sociais em que não são considerados ou valorizados, procurando assim protagonismo junto do líder (o bully/agressor/a) ou do grupo, que o passam a valorizar. Estes grupos e subgrupos de jovens encontram-se regularmente envolvidos nos casos de Bullying. Já os observadores evitam ativamente o envolvimento nestas situações, com medo de tornarem-se vítimas, não intervindo nem denunciando, gerando isto sentimentos de culpa e vergonha. Já o/a defensor/a tem uma posição de proteção quanto à vítima. 

Assim como existem consequências para as vítimas e para os agressores, também estas testemunhas experienciam as mesmas, consoante a sua intervenção (ou falta dela) nas situações de violência. A testemunha que assume o papel de observador/a, tende a sentir culpa e vergonha, que mais tarde pode evoluir para isolamento e depressão, evitando a observação de situações que gerem agressões ou humilhação, e que na vida adulta pode originar o evitamento de situação conflituosas. Nos seguidores e apoiantes, o sentimento de culpa não é tão notório, mas há casos em que os jovens se arrependem dos seus atos, tanto a nível físico como a nível moral. Assim, é importante estar atento aos sinais que as testemunhas também podem revelar e, especialmente, apelar ao seu contributo para o término dos casos de violência. 

Em termos familiares, o Bullying pode resultar em sentimentos de impotência, culpa e falhanço por partes dos pais das crianças que são vítimas, devido ao pouco controlo que têm da situação e, por vezes, até desconhecimento. Devido também à elevada preocupação que têm sobre o futuro dos seus filhos e das decisões que deverão tomar face à situação em que os mesmos se encontram, geram-se quadros de grande stress, ansiedade, e até depressão. Outros pais podem sentir-se muito zangados e até obsessivos devido aos pensamentos constantes sobre o bem-estar do seu filho na escola, podendo estas emoções refletir-se para comportamentos de sobre proteção. Dadas estas consequências, também os membros familiares das vítimas devem procurar ajuda e assegurarem-se que se mantêm saudáveis para ajudarem as suas crianças.

Leave A Comment